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Vida Sexual na DPOC
Vida Sexual na DPOC
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É normal que as pessoas com uma doença pulmonar crónica tenham algum grau de preocupação com as consequências da doença na vida amorosa, nomeadamente na parte sexual. Trata-se de uma parte fundamental na vida humana, mesmo em idades mais avançadas. O sexo é uma parte importante na vida de muitas pessoas, e isso não tem que mudar porque uma pessoa tem DPOC.

Não existe qualquer dado que indique que a atividade sexual possa prejudicar a função pulmonar.  De fato, existem estudos que revelaram que as pessoas com DPOC que mantiveram vida sexual tiveram menos depressão e sensação de isolamento. Também a medicação especifica para DPOC não apresenta nenhum efeito conhecido na função erétil ou na libido.

Normalmente, o receio dos doentes prende-se com o medo de ter falta de ar ou outro sintoma da doença durante o ato. Ou que seja o desencadear de uma exacerbação.

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Quando devo ter sexo?.

Não existe uma altura certa ou errada para ter uma relação sexual, nem mesmo em pessoas com DPOC, no entanto pode haver alturas em que a tolerância é maior para uma pessoa com esta doença. Aconselha-se o ato sexual quando o doente se sentir relaxado, sem cansaço ou sensação de falta de ar.

Pode ser necessário planear com antecedência, principalmente se tiver DPOC mais grave, mas isso não deverá ser um impeditivo para uma vida amorosa estável.

No entanto, a pessoa não deve mudar os seus hábitos normais. O essencial é que o indivíduo esteja confortável e relaxado. O cansaço vai agravar com a relação sexual, e por isso a respiração poderá ser afetada.
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Como preparar?

O doente deve tentar fazer a limpeza das vias aéreas, antes do ato, libertando-se da expectoração acumulada. Outra forma de minimizar os acessos de tosse durante o sexo é evitando o período da manhã, quando a tosse normalmente é mais propicia.

Deve-se tentar que o ato seja posterior à inalação do tratamento inalador de controlo da doença, em que a broncodilatação estará no seu máximo.

Se a pessoa necessitar de oxigénio de forma continua, ela poderá sentir-se desconfortável a utilizar oxigénio durante o sexo. No entanto, é perfeitamente seguro ter relações sexuais enquanto o estiver a usar. Deve haver uma boa relação entre o casal, e isto deve ser falado entre ambos, de forma a evitar problemas e a fortalecer a relação. A melhor interface para a prática sexual é a cânula nasal.

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Muitas pessoas que precisam de ventilação não-invasiva (VNI) podem pensar que a vida sexual é coisa do passado. Isto não tem que ser assim. Se for bem discutido entre ambos, a vida sexual poderá continuar, pois a VNI não impede o ato sexual. Apenas é preciso haver mais paciência e colaboração de ambos.

Todos os tipos de atividade física, incluindo o sexo, podem causar dispneia, ou falta de ar. Normalmente, é apenas passageira e após algum repouso, tudo volta ao habitual.  Se uma pessoa tiver momentaneamente falta de ar durante o sexo, deve fazer uma pausa, e realizar algumas respirações lentas e profundas, que também ajudam a relaxar.

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Posições

Durante o sexo, é importante manter o diafragma livre e evitar demasiado peso sobre o tórax, que possam restringir o movimento e a respiração.

Pode-se tentar uma posição em que os dois parceiros fiquem deitados de lado, com ambos de frente, ou então com um por trás do outro.

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Pode-se optar também pela posição em que uma das pessoas fica numa posição superior – pode ser melhor para o parceiro que tem DPOC ficar por baixo, uma vez que leva a menor dispêndio de energia. É importante que a pessoa no topo não faça demasiada pressão sobre o peito da pessoa com a doença.

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NOTA – As fotografias são propriedade da British Lung Foundation