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Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é uma doença do aparelho respiratório, crónica, potencialmente evitável, que se caracteriza por obstrução progressiva e persistente do fluxo aéreo e está associada a inflamação crónica das vias aéreas. Isto pode acontecer por resposta exacerbada a partículas inaladas ou gases nocivos, na maioria das vezes provenientes do  tabaco, mas também de lareiras e de fogões a lenha/carvão, entre outros.

De forma simplificada, as vias respiratórios inferiores são submetidas a episódios quase contínuos de um quadro inflamatório crónico, que resultam em limitação do fluxo aéreo e encarceramento do ar nos pulmões, que não é completamente expulso durante a expiração. Este quadro promove alterações estruturais pulmonares, nomeadamente ao nível da destruição da parede dos alvéolos (que são as unidades básicas dos pulmões, onde se fazem as trocas gasosas), que leva a alterações na dinâmica respiratória normal. Associada à tosse, estes doentes apresentam produção excessiva de muco que é responsável pela expectoração crónica. Outra consequência importante da DPOC, provocada por efeitos sistémicos (neurológicos, musculares e da dinâmica ventilatória), consiste numa ventilação diminuída, o que resulta em maior acumulação de dióxido de carbono, responsável por alguns dos sintomas.

Pulmao e DPOC

                                 As diferenças no pulmão entre uma pessoa normal e um doente com DPOC (adaptado)

Algumas pessoas atribuem o aparecimento da falta de ar (dispneia) e/ou tosse como evolução natural do envelhecimento ou mesmo do consumo de tabaco, sem qualquer repercussão patológica relevante. Efectivamente, inicialmente o doente pode estar assintomático, ou seja, a doença está adormecida, não produzindo sintomas que o preocupem. A doença pode mesmo desenvolver-se durante alguns anos sem queixas. Mais tarde, começa, a pouco e pouco, a sentir alguns sintomas e a revelar alguns sinais – serão discutidos noutra secção – que o motivam a procurar o seu médico assistente.

Existe de facto uma associação com o tabagismo – 90% dos doentes com DPOC foram ou são fumadores, mas não se limita a estes. Podemos dizer que a prevalência é maior em doentes fumadores, com mais de 40 anos de idade, caucasianos e do género masculino. Estima-se que esteja presente ( ainda que muitos deles não estejam diagnosticados) em 10% da população, e em 50% dos fumadores.

É uma das causas principais de morbilidade e mortalidade a nível mundial, prevendo-se que essa influência irá crescer na próxima década (será a 3a causa de morte), devido à epidemia do tabaco (só agora começam a sentir-se os efeitos do inicio tardio do tabagismo no género feminino), ao envelhecimento da população e ao melhor controlo dos factores de risco cardiovasculares, que condicionaram diminuição marcada das mortes por esta categoria de doença. É também uma importante fonte de despesa de todo o serviço nacional de saúde, nomeadamente com o recurso aos serviços de urgência e com internamentos hospitalares.

        O tabagismo está fortemente associado a doenças pulmonares como a DPOC ou a Neoplasia Pulmonar (Adaptado de CDC)

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