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Sintomas e Sinais da DPOC
Sintomas e Sinais da DPOC
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Sintomas

Na Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), os doentes podem apresentar vários sintomas.

As pessoas convivem com as manifestações da doença de diferentes maneiras, no entanto, apesar de haver alguma variabilidade ao longo do dia, em regra e apesar do controlo terapêutico, haverá noção de algum grau de sintomatologia de forma diária.

Os principais sintomas da doença são:

Sensação de falta de ar (dispneia), o sintoma mais importante, em regra progressivo e que agrava com o exercício. É o sintoma que causa mais incapacidade e está associado a perda de função pulmonar.

Tosse: principalmente matinal. Por vezes, é o primeiro sintoma. Ocorre em 50% dos fumadores.

– Expetoração: produção crónica de secreções respiratórias, com diferentes características ao longo do tempo. Geralmente, tem a coloração acizentada ou branca, mas pode ser esverdeada ou amarela, durante as exacerbações.

Respiração ruidosa (pieira): é o resultado do fluxo aéreo turbulento, provocado por vários factores: contração muscular brônquica, secreções ou estreitamento estrutural.

Estas queixas frequentemente pioram de forma lenta, pelo que o doente se adapta a elas, dando-lhes importância apenas quando a doença já tem alguma gravidade.

Os sintomas da DPOC são muitas vezes piores no inverno e é comum ter duas ou mais crises por ano. Uma exacerbação (que debateremos noutro capítulo) acontece quando os seus sintomas são particularmente mais graves em relação ao padrão. A exacerbação por DPOC é a principal causa de internamentos por patologia respiratória na Europa e em Portugal é a segunda causa, após os internamentos por Pneumonia.

O quadro clínico pode ainda conter outras manifestações como:

  • Dor torácica inespecífica: devem ser descartadas outras causas.
  • Perda de peso: devido a anorexia, menor ingestão calórico ou o metabolismo aumentado.
  • Fadiga
  • Hemoptise (sangue na expetoração)
  • Depressão: devido a incapacidade em aceitar as limitações.

 

Sinais

Um exame físico aparentemente normal é frequente nos estágios iniciais da DPOC. Conforme a doença progride alguns sinais podem tornar-se aparentes e em doentes com doença em grau mais avançado podem ser expressivos.

Inicialmente o mais frequente é o doente não apresentar nenhuma alteração na observação médica. No entanto pode ser já perceptível um tempo expiratório (quando o ar sai) prolongado ou ruídos anormais durante a expiração forçada, como roncos.

Conforme aumenta a gravidade da obstrução das vias aéreas, no exame físico pode começar a ser objetivado algum grau de hiperinsuflação, sons respiratórios diminuidos, roncos e sibilância mais grosseira, ou mesmo diminuição dos sons cardíacos.

Nas situações de DPOC mais grave os sinais observados podem incluir diâmetro ântero-posterior torácico aumentado, também chamado de “tórax em barril”.

Devido a sentirem dispneia (falta de ar) os doentes podem adotar posições que aliviem parcialmente essa sensação, tais como inclinar-se para a frente com os braços estendidos e o peso suportado nas palmas das mãos ou nos cotovelos.

Existem outros sinais menos frequentes como o uso da musculatura respiratória acessória ou a retração paradoxal dos espaços intercostais inferiores durante a inspiração (sinal de Hoover), a cianose – coloração arroxeada, asteríxis nos membros superiores, entre outras.

Adaptado – Sinal de Hoover

Em conclusão o médico ao observar um doente com suspeita ou diagnóstico de DPOC deve:

Na inspeção: Verificar se há deformidade torácica ou movimentos paradoxais da parede torácica/abdominal e uso dos músculos respiratórios acessórios –  traduzem limitação do fluxo de ar, hiperinsuflação e comprometimento da mecânica da respiração.

Na percussão: verificar se há alteração da dinâmica do diafragma ou timpanismo a nível torácico.

Na auscultação pulmonar: o mais frequente são a presença de roncos e também em alguns casos sibilância.

Na auscultação cardíaca: em casos mais avançados podem ser audíveis sinais de cor pulmonale.

Outros sinais (normalmente em casos de doença mais avançada): pesquisar a presença ou não de distensão das veias do pescoço, alargamento do fígado ou edemas dos membros inferiores, fraqueza muscular ou cianose.

 

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