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Bronquite Crónica
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A Bronquite Crónica na DPOC

 

A Bronquite Crónica, juntamente com o Enfisema, faz parte da caracterização da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, no entanto, nem todos os doentes que apresentem bronquite crónica têm DPOC.

Estima-se que esteja presente em cerca de 4% dos portugueses, aumentando a prevalência com o avançar da idade.

Esta doença corresponde a um estado inflamatório das vias aéreas, condicionando um aumento da espessura da parede brônquica, associado a um aumento da produção de muco, pelo aumento (hipertrofia) das glândulas secretoras. Isto irá provocar uma diminuição – ou estreitamento – dessas mesmas estruturas, tendo como consequência uma diminuição do fluxo aéreo e também a necessidade de tossir. Ao fim de vários anos, este estado inflamatório pode levar a um dano pulmonar progressivo e irreversível.

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A bronquite crónica é assumida quando o doente apresenta o seguinte quadro: tosse produtiva (ou seja, com expectoração) pelo menos 3 meses num ano, durante 2 anos seguidos.

Existe também uma entidade com uma duração mais curta – a Bronquite aguda. Esta é provocada, na maioria dos casos, por infeções ou irritantes da via aérea, resolvendo em poucos dias ou semanas.

A Bronquite Crónica é uma doença incurável e irreversível, e que, se não controlada, tem um agravamento progressivo.

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Causas

A causa mais importante para o aparecimento da bronquite crónica é, sem dúvida, o Tabagismo. A exposição ao tabaco provoca irritação e inflamação crónica, conduzindo a uma produção aumentada de muco.

Existem ainda outras causas, como a exposição a fumos e outros poluentes ambientais, entre outros.

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Se estiver associada a uma causa infeciosa, os agentes bacterianos mais comuns são o Streptococcus pneumoniae, H influenza e a M catarrhalis.

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Sintomas

O sintoma principal, como já foi referido, é a tosse produtiva, que é mais expressiva ao acordar. Normalmente, a sua coloração é esbranquiçada, ou acinzentada, se associada a tabagismo. Em caso de exacerbação infecciosa, pode ser amarelada ou mesmo esverdeada.

Outros sintomas associados, bastante menos frequentes, são: a dispneia, principalmente durante o exercício; sibilância ou pieira ; fadiga ou dor torácica.

Deve ter em conta que os sintomas costumam agravar em períodos de maior poluição ambiental ou após um incêndio florestal. Por isso, se possível, evite estar em contacto com pós ou fumos.

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Diagnóstico

O diagnóstico é feito através da realização de uma história clínica exaustiva e do exame físico completo. O médico assistente pode ainda pedir alguns exames: análises sanguíneas e uma radiografia do tórax.

Deve ser pedida ao doente uma prova de função respiratória – Doentes com DPOC e Bronquite Crónica têm diminuição do FEV1 e do Índice de Tiffeneau.

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Tratamento

Sendo incurável, o seu tratamento é de controlo, com o objetivo de aliviar o doente dos sintomas e de estabilizar a evolução da doença.

De uma forma geral, o tratamento pode consistir em:

Broncodilatadores para tentar contrariar a broncoconstrição e aumentar o diâmetro do lúmen brônquico

Corticóide para diminuir a inflamação, sendo bastante importante, principalmente em caso de agudização

– A utilização de mucolíticos não é universalmente apoiada, mas muita gente defende que ajuda na expulsão do excesso de muco

– A oxigenoterapia pode ser necessária se existirem baixos níveis de Oxigénio no sangue. Está associada a diminuição da mortalidade

Reabilitação

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A cessação tabágica é fundamental nestes doentes, visto o tabaco ser o principal fator provocador desta entidade.

Em raros casos, pode ser considerada uma solução cirúrgica.