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Considerações éticas sobre o suporte ventilatório
Considerações éticas sobre o suporte ventilatório
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Os pacientes com obstrução do fluxo aéreo moderada a grave têm mais probabilidade de sofrer exacerbações agudas da doença, que podem condicionar insuficiência respiratória e a possível necessidade de suporte ventilatório mecânico.

A existência de pelo menos uma hospitalização prévia por insuficiência respiratória aguda carateriza um subgrupo de pacientes com DPOC que têm um prognóstico menor, versus os doentes que nunca necessitaram de internamento. Entre esses pacientes, existe uma mortalidade intra-hospitalar de 10%. No entanto, a sobrevivência diminui para 76% (ou seja, uma mortalidade de +-25%) se for necessário ventilação mecânica invasiva, com recurso a intubação. Sabemos que desses pacientes, apenas 59% têm sobrevivência a um ano após a alta hospitalar e a qualidade de vida após essa alta é, na maioria dos casos, bastante menor.dreamstime_s_54252693-e1456768161521

Estes doentes apresentam um prognostico mais delicado e essa situação também acarreta alguns dilemas éticos, pois doentes com doença muito avançada podem não ter beneficio a curto, médio ou longo prazo, com terapêuticas invasivas, como é o caso do suporte ventilatório mecânico invasivo, pois apesar de poderem manter a vida no imediato, a probabilidade de ser possível efetuar o desmame dessa ventilação invasiva é baixo. Alguns médicos questionam se existe algum beneficio em instituir esse tipo de tratamento nestes doentes, pois consideram que é apenas irá adiar o desfecho mais provável. No entanto, trata-se de uma situação difícil, pois em termos legais pode ser considerado que o médico não fez tudo o que estava ao seu alcance.

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