logo

DPOC.PT

Nós nas redes sociais...
Diagnóstico e avaliação da DPOC - GOLD
Diagnóstico e avaliação da DPOC - GOLD
Top

Diagnóstico e Estadiamento DPOC

A classificação GOLD (Global Iniciative for Chronic Obstructive Lung Disease) é o principal método utilizado para caracterizar a doença e estadiar relativamente à sua gravidade no momento.

Captura de ecrã 2015-03-26, às 23.40.46

Utiliza 3 parâmetros importantes para estadiar o doente em 4 grupos (A,B,C,D):

  • Os sintomas do doente (através das escalas de dispneia CAT e/ou mMRC)
  • O resultado do FEV1 e da relação FEV1/FVC (índice de Tiffeneau-Pinelli)
  • Número de exacerbações e/ou internamentos provocados pela DPOC no ano anterior

A utilização de vários parâmetros, permite impedir que se avalie mal a gravidade da doença. A utilização de apenas o FEV1, por exemplo, iria dar uma visão parcial da grau da DPOC.

Como já dissemos, estes parâmetros conjugados permitem que possamos “encaixar” os doentes nos quatro grupos definidos:

  • A: poucos sintomas, baixo risco
  • B: muitos sintomas, baixo risco
  • C: poucos sintomas, risco elevado
  • D: muitos sintomas, risco elevado

Captura de ecrã 2015-12-11, às 23.41.09

.

Sintomas

Deve ser realizada uma avaliação global de todos os sintomas descritos pelos doentes. Para essa avaliação utilizam-se questionários, devendo-se usar sempre o mesmo.

Existem 2 mais comuns, que pode encontrar neste site: o CAT e o mMRC. Doentes com score de >9 no CAT ou >1 no mMRC, são considerados muito sintomáticos sendo classificados, dependendo das outras variáveis, no grupo B ou D.

.

Espirometria

Um doente tem o diagnóstico de doença obstrutiva se apresentar FEV1/FVC após broncodilatação <70%. Utiliza-se o FEV1 para estudar e particularizar os doentes que têm DPOC. Se apresentar prova de broncodilatação positiva provavelmente será um doente com Asma ou poderá ser enquadrado no ACOS.

Divide-se igualmente em 4 grupos:

  • GOLD1 – FEV1 Pós-BD > ou = a 80% do previsto
  • GOLD2 – FEV1 Pós-BD 50-79%
  • GOLD3 – FEV1 Pós-BD 30-49%
  • GOLD4 – FEV1 Pós-BD < 30%

.

Vantagens do GOLD

Esta classificação tem várias vantagens:

  • Permite aos doentes perceber melhor a gravidade da sua doença
  • Permite ajudar os médicos a diagnosticar de forma adequada a DPOC
  • Serve como referencial para o seu tratamento

Outro ponto forte da classificação GOLD, comparativamente a uma avaliação utilizando apenas a espirometria, é que permite avaliar melhor a complexidade da doença e o seu impacto na vida do doente.

hospitalcopd

Sabe-se que a diminuição do FEV1 está relacionada com o aumento do risco de exacerbações, hospitalização e morte. Por sua vez, taxas elevadas de exacerbação estão associadas a declínio acelerado do FEV1 e agravamento do estado geral do doente. O maior fator de risco para se ter uma exacerbação é ter tido pelo menos um episódio de agudização da doença no último ano e exacerbações que necessitem de hospitalização têm pior prognóstico a curto e longo prazo.

.

Limitações do GOLD

Alguns autores consideram que esta classificação tem alguma dificuldade em prever sintomas ou a expectativa de vida. Referem que existe um domínio claro da componente espirométrica e que existem muitos outros factores que vão afetar a qualidade de vida e a sobrevivência destes doentes que não são considerados nesta escala, tal como a obesidade, tabagismo e a capacidade do doente em esforço.

Existem outras escalas, tal como a BODE, que têm um ênfase maior na parte da tolerância ao esforço, podendo alegadamente avaliar melhor a evolução da doente.

.

Parâmetros para avaliação clinica na DPOC

  • FEV1 (espirometria)
  • Grau dos sintomas (utilização das escalas CAT e/ou mMRC)
  • Número de exacerbações
  • Saturação de Oxigénio
  • Presença de enfisema
  • Bronquite Crónica
  • Comorbilidades