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DPOC em Portugal
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Introdução

A Direção Geral de Saúde (DGS), através do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias (PNDR), analisou a evolução da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) ao longo da última década no internamento hospitalar. O Estudo foi realizado pela IASIST em 2013, de modo a caracterizar a utilização hospitalar nos anos compreendidos entre 2004 e 2012, para um grupo selecionado de patologias, em que a DPOC estava incluída.

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Foi possível concluir que os casos de doentes com diagnóstico principal de DPOC têm aumentado no internamento hospitalar (IASIST, 2013).

Por cada 100 mil habitantes, o número de internamentos por DPOC/Bronquite passou de 134 para 196 (+46%) entre 2004-12, traduzindo um crescimento relativamente constante, apenas pontuado por uma quebra em 2008 e um aumento significativo no último ano desta série (2012) (IASIST, 2013). Esta análise considerou os casos de DPOC e de Bronquite, e não apenas os doentes internados com a primeira patologia.

O Programa Nacional das Doenças Respiratórias (PNDR, 2012-2016) pretende reduzir em 10% a taxa de internamentos por doenças respiratórias crónica (DRC), grupo em que a DPOC se insere.

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Epidemiologia

Entre 2005 e 2014 houve uma redução de 0,8% de população residente em Portugal (Eurostat, 2015). Com o decréscimo global da população residente, o aumento da esperança média de vida, a balança migratória negativa e a sobreposição das taxas de natalidade e de mortalidade, verifica-se que o envelhecimento da população é uma realidade cada vez mais presente no nosso país. O peso do grupo das pessoas com 65 ou mais anos passou de 17,4% do total da população para 20,2% em 2014, o número de pessoas com 85 ou mais anos aumentou consideravelmente na última década.

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DPOC

Estima-se que esta doença possa afetar cerca de 210 milhões de pessoas em todo o mundo (WHO, 2015), tendo sido em 2002 considerada a quinta causa de morte em todo o mundo, prevendo-se que até 2020 passe a ser a quarta causa de morte, o que poderá já ter acontecido.

Os últimos dados apontam para uma taxa padronizada de internamento hospitalar por 100 mil habitantes (idade 15 ou mais anos) a rondar os 71,6 em Portugal, inferior à média dos países da OCDE-32 (198,4) (OECD, 2015) e inferior à média da União Europeia-20 (OECD, 2012).

DPOC e Depressão

Em Portugal, de acordo com dados da DGS, estes doentes são responsáveis por um consumo total de dias de internamento a rondar os 120 mil dias, com uma mortalidade intra-hospitalar estimada de 15%.

Mesmo considerando o elevado número de doentes DPOC subdiagnosticados, no estudo de prevalência realizado na região de Lisboa, a doença foi encontrada em aproximadamente 14% dos adultos com 40 ou mais anos.

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Admissão para internamento

Independentemente do ano em análise, o maior número de admissões deste tipo de doentes (> 50%) concentra-se entre os meses de dezembro e março. 

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Caracterização por sexo e idade

Mais de 60% dos doentes com DPOC são do sexo masculino. No Alentejo e no Algarve esta percentagem ultrapassa os 70%.

A média de idades dos doentes DPOC, foi em 2014 de 74 anos (um aumento de 2 anos face ao valor de 2005). Em Portugal Continental, aproximadamente 46% dos doentes do sexo masculino e 46% do sexo feminino tinham idade compreendida entre 65-79 anos (dados de 2014).

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Doentes DPOC com ventilação invasiva

Muitos dos doentes admitidos nos hospitais de agudos com diagnóstico principal de DPOC são alvo de procedimentos, sejam invasivos ou não invasivos. Verificou-se assim que o número de doentes com ventilação invasiva diminuiu 59%, passando de 478 doentes em 2005 para 196 em 2014.

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Doentes DPOC com ventilação não invasiva

Verificou-se assim que o número de doentes com Ventilação Não Invasiva aumentou 2,2 vezes, passando de 899 doentes em 2005 para 1.980 em 2014. Nas regiões Norte e Centro este procedimento aumentou 2,5 vezes entre 2005 e 2014.

VNI

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DPOC.PT agradece a colaboração da Dr. Dinarte Viveiros (Saúde Pública)

Revisão: Abril 2016