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Informação sobre os exames
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Espirometria

Em que consiste?

A espirometria é um exame simples, indolor e não invasivo, que permite a avaliação da capacidade do sistema respiratório, através da quantidade e velocidade de ar que o paciente consegue soprar. São tidos em conta fatores como o peso, altura e idade. Este exame requer a participação activa do paciente.

Porquê fazer?

É ou foi fumador? Sente falta de ar? Tem dificuldade em subir escadas por dificuldade em respirar? Sente mais dificuldade em praticar desporto? Tem tosse persistente? Tem chiadeira? Tem expectoração constante?

Se a sua resposta a estas perguntas é afirmativa, então torna-se importante avaliar a sua função respiratória.

  A espirometria permite:

  • Diagnosticar e acompanhar a evolução da DPOC;
  • Avaliar o grau de incapacidade pulmonar;
  • Determinar os efeitos da exposição ocupacional em doenças profissionais;
  • Identificar o risco de procedimentos cirúrgicos;
  • Avaliação da resposta ao tratamento.

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Como se faz?

O exame é realizado por um cardiopneumologista, técnico de saúde especializado em provas de função respiratória. Este profissional é responsável por receber e acomodar o paciente, e de seguida procede a:

  1. Medição do peso e altura;
  2. História clínica – o paciente é questionado acerca de hábitos tabágicos, exposição profissional, antecedentes patológicos (como pneumonia, tuberculose), medicação habitual e sintomas;
  3. Análise de outros exames – sempre que possível deve levar Raio X de toráx, TAC, análise sanguíneas ou outros exames que julgue importante;
  4. Com o paciente sentado, com as costas retas, é-lhe colocada uma pinça de borracha no nariz, para que respire apenas pela boca;
  5. Solicita-se que respire normalmente para um bocal (pequeno tubo de plástico);
  6. Pede-se para encher o peito de ar ao máximo e soprar com toda a força possível, até deitar todo o ar fora.

 

Depois de analisar os resultados da espirometria, se o paciente estiver com os brônquios obstruídos, é realizada uma prova de broncodilatação.

A prova de broncodilatação consiste na administração de uma medicação (através de um inalador), para saber se a respiração melhora com o medicamento. Passados 10 min, repete-se a espirometria para avaliar a resposta ao broncodilatador. Esta prova é importante para o médico saber qual a melhor terapêutica a seguir.

                Imagem adaptada

Todos os outros testes que constituem as provas funcionais respiratórias (oscilometria de impulso, pletismografia, difusão do CO) são realizados apenas pela respiração através do bocal que está ligado a um computador. As manobras respiratórias podem ser diferentes, ora tem que encher o peito de ar, ora tem de respirar normalmente, mas é muito simples, basta seguir as indicações do cardiopneumologista.

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É necessária preparação específica para realizar o exame?

A preparação para o exame depende um pouco do laboratório e das indicações do médico prescritor. Mas de um modo geral, pede-se suspensão de medicação e algumas substâncias nas horas que antecedem o exame, são elas:

 

Medicamentos/substâncias/situações Tempo de suspensão
Chá, café, chocolate e hábitos tabágicos 6 horas
Exercício físico intenso / Ar frio 2 horas
Xantinas

(p.ex.: Filotempo, Eufilina, Unicontin)

48 horas
Antagonistas dos Leucotrienos

(p.ex.: Singulair, Lukair, Accolate)

96 horas
Anti-histamínicos

 

Aerius, Cetirizina, Ebastina, Kestine, Loratadina, Claritine, … 48 horas
Atarax 96 horas
Beta-adrenérgicos inalados Curta Ação

(p.ex.: Bricanyl, Ventilan, Broncoterol)

8 horas
Longa Ação

(p.ex.: Formoterol, Asmatec, Assiéme, Symbicort, Atimos, Dilamax, Salmeterol, Ultrabeta, Maizar, Brisomax)

48 horas
Anticolinérgicos

 

Curta Ação

(p.ex.:Atrovent, Combivent)

8h
Longa Ação

(Spiriva)

48h

 

Não é necessário jejum. O paciente não deve fazer o exame caso se encontre constipado. No caso de uma infeção respiratória só poderá fazer o exame uma semana após o término do antibiótico.

Gasometria

Consiste em colher um pouco de sangue de uma artéria, que permite avaliar os níveis de oxigénio.

Normalmente, o paciente está sentado confortavelmente num cadeirão, com o braço apoiado e totalmente descontraído. O médico, ou em determinadas instituições o cardiopneumologista, vai palpar bem a artéria, normalmente a artéria radial, e puncionar. De seguida o paciente deve pressionar muito bem o local da punção.

Gasometria

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Prova da Marcha dos 6 minutos

Como o ser humano não está em sempre em repouso, as actividades do seu dia-a-dia impõem um maior esforço ao sistema cardio-respiratório. Muitas vezes, a diminuição da capacidade da pessoa em realizar esforços representa o primeiro sinal de DPOC.

Assim sendo, os testes de exercício podem fornecer informações muito úteis e complementar o exame de função respiratória em repouso.

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Em que consiste?

É um exame simples e não invasivo, que permite a avaliação objectiva da capacidade física funcional. Sendo que, o paciente apenas terá de percorrer a distância máxima que conseguir durante 6 min, numa superfície plana.

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Porquê fazer?

O teste de marcha de 6 minutos está especialmente indicado nos pacientes com DPOC, pois reflecte a tolerância para fazer face às actividades diárias. Mas, também está indicado para:

  • Avaliação da terapêutica (quer seja farmacológica, cirúrgica ou programa de reabilitação);
  • Avaliação pré-operatória e pós-operatória de doentes submetidos a transplante pulmonar ou cirurgia de redução do volume pulmonar;
  • Estimar a morbilidade e mortalidade em doentes com alterações cardiovasculares ou pulmonares.

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Como se faz?

O exame é realizado por um cardiopneumologista. Para realizar esta prova é utilizado um corredor, com 2 marcas ou cones (um em cada extremidade do percurso), afastados entre si por uma distância de 30 metros.

  1. O técnico recebe o paciente e explica-lhe o procedimento do exame. Além disso, procede à medição do seu peso e altura; regista a sua medicação habitual, a utilização de oxigenoterapia durante o teste e/ou o uso de auxiliares de locomoção;
  2. É explicado ao paciente que durante a prova poderá andar mais devagar, parar e descansar, no caso de precisar. Contudo, o cronómetro não parará, pelo que deverá retomar a marcha logo que possível;
  3. Antes do teste o paciente deve estar em repouso pelo menos 10 min, período em que são medidos os níveis de oxigénio, a frequência cardíaca e a pressão arterial;
  4. O paciente levanta-se e é medida a sua sensação de dispneia (falta de ar) basal, utilizando uma escala específica para o efeito;
  5. Dá-se início à contagem do tempo e o paciente é convidado a iniciar a sua marcha, percorrendo o trajecto determinado o maior número de vezes possível, durante 6 minutos;
  6. Durante a prova o paciente estará sempre acompanhado pelo cardiopneumologista, que lhe dará informações como o tempo disponível e estará preparado para agir caso o paciente tenha alguma dificuldade;
  7. No final do teste são novamente medidos os níveis de oxigénio, a frequência cardíaca e a pressão arterial, bem como a sensação de falta de ar;
  8. É calculada a distância percorrida pelo paciente.

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É necessária preparação específica para realizar o exame?

Não é necessário nenhuma preparação. Contudo recomenda-se:

  • Usar roupa confortável e calçado adequado;
  • Não interromper a medicação habitual, salvo indicação médica;
  • Não realizar actividade física vigorosa até 2 horas antes do exame;
  • Utilizar os auxiliares de marcha habituais (bengala/canadiana);
  • Não fazer período de aquecimento;
  • Não estar em jejum, devendo fazer uma refeição ligeira;
  • Levar oxigenoterapia, no caso de estar prescrita.

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DPOC.PT agradece a colaboração da Técnica de Cardiopneumologia – Marisa Rodrigo.

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