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Cirurgia
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Em certas situações, pode ser proposta uma solução cirúrgica para a DPOC.

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Bulectomia

Em doentes com grandes bolhas pulmonares compressivas, a remoção destas formações pode permitir a descompressão do parênquima pulmonar normal.

Consegue-se obter melhoria da função pulmonar e dos sintomas.

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Cirurgia de redução do volume pulmonar

Esta cirurgia consiste na remoção de zonas enfisematosas, com o objetivo de diminuir a hiperinsuflação. Isto resulta em maior eficiência muscular, menor dispneia e melhor qualidade de vida. Pode ser unilateral ou em ambos os pulmões. A técnica usada é a mediastinostomia (incisão torácica) ou por videotoracoscopia.

Os doentes que mais beneficiam são os com FEV1 (volume expiratório forçado ao 1s) inferior a 35% e Volume Residual superior a 200%, hipoxémia (níveis de oxigénio baixos) muito grave e enfisema nos lobos superiores.

Os resultados demonstraram melhoria no FEV1 e da hiperinsuflação ou maior capacidade de exercício.

A sua mortalidade é inferior a 5%.

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Transplante Pulmonar

Em doentes com doença muito grave, o transplante pulmonar está associado principalmente a melhoria da qualidade de vida. Para além das dificuldades com o procedimento em si, e dos cuidados e consequências posteriores, a principal dificuldade será a escassez de dadores, quer vivos ou mortos. É especialmente destinada a doentes mais jovens.

Os critérios para transplante são os seguintes:

– BODE 7-10 (uma escala de avaliação da gravidade e influência da DPOC no individuo)

e pelo menos um dos seguintes

– Exacerbação com aumento do nível de Dióxido de Carbono no sangue

– Hipertensão Pulmonar ou cor pulmonale, apesar de terapia com oxigénio

– Alterações nas provas de função respiratória: FEV1<20%; Difusão de CO2 <20%

– Enfisema homogéneo

Relativamente às complicações, destacam-se:

– rejeição aguda ou crónica do pulmão pelo organismo do sujeito que recebe o órgão

– infeção

– consequências da terapêutica imunossupressora permanente, após o transplante