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Oxigenoterapia Aguda e Crónica
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Oxigénio na Exacerbação de DPOC

A indicação mais comum para o uso do Oxigénio, no contexto de uma exacerbação de DPOC, é a hipoxemia arterial com PaO2 (pressão arterial de Oxigénio) inferior a 55 mmHg. O objetivo é a prevenção da hipóxia e preservar a oxigenação celular.

No contexto agudo, o oxigénio é fornecido, geralmente, através de máscaras de baixo fluxo (como por exemplo a cânula nasal) ou de alto fluxo (máscara de venturi).

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Deve ser efetuada uma gasometria arterial para avaliação inicial dos gases e equilíbrio ácido-base. Posteriormente, devem ser reavaliados esses parâmetros, para avaliar o sucesso da terapêutica e para vigiar possíveis complicações.

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Após uma boa evolução no serviço de urgência, o doente pode ter alta para o domicilio. Alguns doentes podem necessitar de oxigénio a curto prazo e ser-lhes prescrito “Oxigénio de Curta Duração“. Sabe-se que, na maior parte dos casos, após 30-90 dias já não existe critério para uso de Oxigénio, pelo que deverão ser reavaliados a curto-médio prazo pelo médico, com vista a eventual suspensão.


Oxigénio no Domicílio

Uma grande parte dos doentes com DPOC, principalmente os com doença mais grave, vão necessitar de fazer tratamento com oxigénio de forma crónica. Isto acontece, pois, apesar do doente inspirar oxigénio, este, por vários fatores, não é capaz de passar para os capilares que rodeiam os alvéolos, resultando em baixos níveis de oxigénio no sangue – hipoxémia. Fornecendo um débito superior de oxigénio consegue-se melhorar um pouco esse valor, melhorando a oxigenação corporal.

O ser humano não consegue guardar ou ter reservas de oxigénio, pelo que estes doentes precisam de fazer Oxigénio durante todo o dia, ou pelo menos, 15 horas/dia.

A hipoxémia induz respostas fisiológicas que tentam manter o fornecimento adequado de oxigénio. Estas incluem aumento da frequência cardíaca, vasoconstrição pulmonar e aumento na concentração de eritropoietina e de hemoglobina (policitémia).

Sabe-se que o Oxigenioterapia de longa duração (OLD), através do aumento dos níveis de Oxigénio no sangue, melhora a sobrevida, a capacidade de exercício, a qualidade do sono e as atividades de vida diária. Está também associado a diminuição da pressão de artéria pulmonar, ou seja, ajuda a evitar o agravamento da hipertensão pulmonar, uma das consequências da DPOC.

As vantagens do uso de oxigénio são tantas que compensam o risco de aumento da retenção de dióxido de carbono, devendo-se, no entanto, avaliar essa hipótese com muito cuidado: em palavras simples, doentes com DPOC têm normalmente o valor de Dióxido de Carbono (CO2) aumentado, o que em teoria faria aumentar o número de ciclos respiratórios por minuto, para o eliminar. O problema é que em doentes que já têm a doença há vários anos, o organismo já está habituado a esse valor e fica dependente apenas do valor de Oxigénio para saber quando e a que ritmo respirar. Se se fornece oxigénio em quantidades elevadas, esse aumento excessivo pode levar a depressão do sistema respiratório. Por isso, antes de instituir esta terapêutica, deve ser realizada uma gasometria arterial, para avaliar os gases (O2 e CO2) e o equilíbrio ácido base.

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Critérios

Resumidamente, os critérios absolutos para Oxigénio no domicílio, são os seguintes:

PaO2 < 55 mmHg (corresponde a uma saturação inferior a 88%)

PaO2 entre 55 e 60 mmhg e uma desta patologias:

– Hipertensão Pulmonar

– Policitémia

– Cor pulmonale / Insuficiência cardíaca direita muito grave associada a edema

 

A dispneia, ou falta de ar, não é critério para realização de oxigenoterapia.

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Modos e aparelhos

 

Existem várias formatos para fornecer OLD aos doentes:

– gasoso, liquido, concentrador

 

Métodos de fornecimento:

– Cilindro Gasoso

– Concentrador

– Oxigénio liquido

 

Cilindro Gasoso:

O Oxigénio está em formato gasoso, comprimido em cilindros. Existem vários tamanhos. Cada vez menos usado.

 

Concentrador:

Filtram o ar ambiente, retirando o Nitrogénio, fornecendo Oxigénio quase puro, a um fluxo constante. Consome eletricidade.

 

Oxigénio liquido:

Encontra-se armazenado em estado liquido. Bastante dispendioso.

Adaptado

 

Em doentes ativos ou com graves limitações nas atividades de vida diária, pode ser fornecido um aparelho que permite realizar, ainda que com limitação temporal, as suas atividades.

 

Humidificação?

Se necessitar de fluxo alto de O2, o seu médico pode prescrever o uso de humidificador, para impedir que fluxos maiores causem lesões na mucosa nasal.

Humidificador associado a um concentrador

 

Oxigénio Pulsado vs. Contínuo

Para além do fluxo contínuo, que é o mais utilizado, existe a hipótese do fluxo pulsado, que é ativado sempre que a pessoa iniciar a respiração, através de um sensor localizado na cânula nasal. Ou seja, on demand.

Os estudos comprovaram que o oxigénio fornecido no inicio da inspiração é eficiente no processo de oxigenação do doente. O efeito não é tão eficaz durante o exercício.

No caso de congestão nasal, ou respiração bucal, não haverá estimulo, não havendo fluxo de oxigénio decorrente do aparelho.