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Vacinas e DPOC
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Vacinação na DPOC

Apesar de todos os esforços desenvolvidos, a cobertura vacinal nos adultos ainda não é a desejável.

Um dos objetivos do médico no controlo de um doente com DPOC deve passar por uma forte recomendação na toma de certas vacinas, com vista a potenciar a imunidade do doente.

Como funcionam as vacinas

O modo de ação das vacinas é através do “ensino” do sistema imunitário a defender-se contra certos inimigos. Ao receber a vacina, a imunidade reconhece mais fácil e rapidamente o inimigo desenvolvendo as respostas necessárias. Isto é importante porque a imunidade natural do ser humano não está preparada para actuar contra todos os riscos possíveis.

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Vacina antigripal

Esta vacina inclui proteção contra estirpes do virus Influenza A e B. A constituição da vacina é revista para se adaptar aos virus mais comuns no nosso país. Por isso, deve ser tomada todos os anos, entre Setembro e Dezembro, para conferir uma proteção adequada, sendo que a taxa de eficácia estima-se à volta de 90%.

A eficácia da vacina antigripal está relacionada com a sua capacidade para desenvolver anticorpos contra a duas proteínas presentes na membrana dos vírus da Gripe: os anticorpos contra a proteína H (hemaglutinina) evitam a aquisição da doença, e os anticorpos contra a proteína N (neuraminidase) diminui a gravidade da doença, ao evitar a difusão viral no tracto respiratório.

Deve ser tomada por todos os doentes com maior probabilidade de desenvolver doença grave – os doentes com doenças crónicas, como é a DPOC, são dos que estão em maior risco.

Como se trata de uma vacina de vírus inactivados, não produz infecção na pessoa, mesmo que as reacções locais e a febre moderada, que dura um ou dois dias depois da vacinação, sejam relativamente frequentes.

Cerca de 15 dias após a vacinação já começam a surgir os anticorpos que darão a proteção contra a gripe, sendo que esta proteção máxima será atingida após aproximadamente 45 dias.

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Vacina anti-pneumónica

A vacinação anti pneumococcus não fazia parte do plano nacional de vacinação e a aquisição é relativamente onerosa. No entanto, os estudos em pessoa vacinadas mostram uma forte diminuição nos processos infecciosos provocados por este agente.

Também aqui, os doentes com DPOC são dos maiores beneficiários com a sua toma, visto que doentes com doenças crónicas têm maior risco de pneumonia.

Alguns doentes devem ter algum cuidados antes da toma e discutir sempre com o seu médico assistente: não devem ser vacinadas as pessoas com antecedentes alérgicos a determinadas substâncias que fazem parte da constituição da vacina, com o Fenol. Também não se deve administrar a vacina durante os períodos febris, infecciosos ou nas agudizações de doenças crónicas. Ter tido no passado uma pneumonia não contra-indica a toma da vacina.

A vacina é administrada no braço através de uma injecção, idealmente via intramuscular. As vias intradérmica e intravenosa estão proibidas visto estarem associadas a reacções graves. Em muitos doentes, basta uma única dose, podendo haver lugar a uma revacinação cinco anos depois. Repetições de dose mais frequentes não é um plano aconselhável.

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É raro existirem efeitos adversos. Por vezes observa-se uma discreta reação inflamatória no local da injecção que desaparece em 1-2 dias. Tal como todas as vacinas, pode acontecer febrícula ou outros sintomas sistémicos: cefaleia, cansaço, gânglios aumentados, mialgias ou outros. Alguns doentes têm receio de que possam desenvolver uma pneumonia após a vacinação, visto ela conter fragmentos de bactérias, no entanto não há esse risco.

Esta vacina deve ser administrada 2 semanas antes da realização de Esplenectomia ou do inicio de uma terapêutica imunossupressora, tal como quimioterapia.

A vacina pode ser administrada a mulheres que amamentem. Não existem estudos para mulheres grávidas, pelo  que atualmente não se recomenda a sua toma.

A eficácia da vacina oscila entre os 60-80%.

Existem 2 vacinas disponíveis atualmente que vamos destacar de seguida.

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Prevenar ( PCV13)

Contém pequenas quantidade de polissacáridos capsulares do S. pneumoniae – esta vacina contém 13 serotipos.

prevenar

Induz uma resposta de longa duração, com títulos aumentados de IgG, não havendo necessidade de reforço.

Em 2015, foi introduzida no Plano Nacional de Vacinação para recém-nascidos.

O seu PVP é de quase 60 euros.

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PNEUMO 23 (PPSV23)

Induz uma resposta imunitária com títulos IgG transitórios, que vão diminuindo ao longo do tempo, estimando-se que dois anos após a toma da vacina se encontrem a 50%. Se for tomada antes dos 65 anos de idade, é necessário reforço após 5 anos.

pneumo23

Contém 23 serotipos e cobre 85% dos serotipos invasivos mais comuns no nosso país. Reduz ainda 59% o risco de morte por pneumonia..

O PVP é entre 12 e 13 euros.

 

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