A exposição ocupacional

Quando o tipo ou local onde trabalho tem um papel

 

Chamamos de exposição ocupacional aos riscos inalatórios durante ou devido à profissão que a pessoa ocupa, e podem ser decorrentes do trabalho diretamente efetuado pela pessoa ou então ao local onde a labuta diária é realizada, como por exemplo uma gruta ou uma pedreira.

Na DPOC, cerca de 30% dos casos não relacionados com o tabaco são atribuídos a este risco ocupacional. E muitos doentes que fumam também têm profissões de risco, agravando ainda mais a evolução da doença. Em alguns casos, existirá uma consulta de Medicina do Trabalho, onde poderá colocar questões e desenvolver o melhor plano de proteção e evicção.

Também as pessoas que trabalham com metais ou ferro podem inalar poeiras e fumos tóxicos. Alguns estudos revelaram que o seu impacto na doença era tão grave como o provocado pelo fumo do tabaco. E claro que trabalhadores da construção civil também estão em risco, lidando com areia, metais, ferro e outros.

Agricultores, trabalhadores de fábricas de roupa, padeiros ou mesmo cabeleireiros, estão em contato com vários tipos de agentes irritantes orgânicos ou biológicos. Nem todos terão acesso facilitado a apoio médico no âmbito da Medicina do Trabalho, pelo que nestes casos o seu médico de família terá um papel fundamental e deve estar atento e saber quando deve referenciar o doente.

É importante reforçar que este risco pode ser diminuído com a utilização de medidas preventivas, tal como as máscaras de proteção individual. Infelizmente, muitos trabalhadores não utilizam esta proteção, seja por não estarem disponíveis, o que é de lamentar, ou pelo fato de serem desconfortáveis de usar para algumas pessoas.  E claro que muitas não a usam por não darem relevância ao efeito que estes pós ou poeiras possam ter no pulmão ou mesmo por desconhecimento.