As manifestações físicas

O exame físico na DPOC

Algumas das expressões da doença só conseguem ser percebidas pelos médicos quando estão a observar o doente na consulta. Isto é o que se designa de “Exame Objetivo” e é para muitos o ato médico mais importante e decisivo na avaliação do doente. Existem alterações que são observadas imediatamente quando se olha para o doente enquanto outras necessitam de ser percebidas com o uso de um estetoscópio, como as diferenças no som que o ar faz a passar pelos pulmões.

Esta imagem mostra a retração paradoxal dos espaços intercostais inferiores durante a inspiração (sinal de Hoover)

Muitos doentes, mesmo numa fase inicial, podem já revelar na auscultação pulmonar um prolongamento do tempo expiratório (porque o ar demora mais tempo a sair de um pulmão com os brônquios obstruídos) ou a presença de uns ruídos agudos anormais, a que chamamos de “roncos” ou síbilos. De acordo com a gravidade da obstrução das suas vias aéreas, o seu médico poderá também auscultar uma notória diminuição dos sons respiratórios ou o aumento da intensidade dos roncos ou da sibilância.

Já nos doentes com DPOC mais grave, os sinais observados podem incluir o aumento do diâmetro ântero-posterior da zona torácica, também chamada de “tórax em barril”. Quando as queixas são muito intensas, os doentes podem defender-se adotando posições que aliviem parcialmente essas sensações indesejadas, tais como inclinar-se para a frente com os braços estendidos e com o peso do corpo suportado nas palmas das mãos ou nos cotovelos.

Outras manifestações possiveis pode ser uma coloração acizentada nos lábios (cianose) pelo baixo nível de Oxigénio no sangue; a distensão das veias do pescoço, alargamento do fígado ou edemas dos membros inferiores, quando a DPOC leva a hipertensão pulmonar e a descompensação cardíaca, entre outras.