Asma e DPOC

A Asma também é uma doença respiratória obstrutiva

A Asma é uma doença que se caracteriza por uma inflamação crónica nas vias aéreas e faz parte das doenças obstrutivas respiratórias – tal como a DPOC. É uma doença frequente e pode afectar pessoas de qualquer idade, apesar de normalmente ser associada a crianças e jovens.

Em Portugal, segundo os últimos dados, estima-se que possa afectar cerca de 6.8% da população. Acredita-se que pode não estar bem controlada em mais de metade dos doentes!

Se não for adequadamente tratada pode influenciar o seu dia-a-dia. É essencial que exista uma bom controlo dos sintomas das outras doenças que possa ter, como a rinite ou o excesso de peso, para uma melhor gestão da sua Asma e menor risco de agudizações.

Existem determinadas características da doença que ajudam o seu Médico a escolher o melhor tratamento disponível. Entre eles, está a idade do seu desenvolvimento, o facto de estar ou não associada a alergia ou o tempo de evolução.

A principal diferença em relação à DPOC é que a pessoa pode estar vários meses sem qualquer queixa e a que inflamação responde bem aos broncodilatadores na maioria dos casos. Diz-se, por isso, que se trata de uma broncoconstrição reversível.

Quais os sintomas que caracterizam uma doença e outra?

Os sintomas mais comuns são a falta de ar, a dor no peito todo tipo “aperto”, a pieira (por muitos doentes descrita como “chiadeira”) e ainda a tosse. Estes sintomas podem variar de intensidade e ao longo do tempo. Em muitos casos o asmático pode permanecer assintomático por muito tempo ou ter crises frequentes.

Os desencadeantes destas crises são bem conhecidos. Os mais conhecidos são o exercício físico, os alergénios, a exposição a irritantes inalados, as alterações climáticas, as infecções respiratórias virais, alguns medicamentos, a poluição ou o fumo do tabaco.

 

Como se faz o diagnóstico da Asma?

Na presença da suspeita Asma, com sinais e/ou sintomas compatíveis, o seu Médico poderá pedir alguns exames para complementar o estudo.

O exame de eleição será a espirometria com broncodilatação que consiste numa avaliação da função pulmonar, de forma não invasiva e indolor.

O que lhe será pedido é que respire através de um pequeno tubo e que efectue algumas manobras de inspiração e expiração. Estas manobras poderão ser repetidas após realização de medicação inalada (prova de broncodilatação). É o mesmo exame que é necessário para diagnosticar a DPOC.

 

E qual o tratamento mais habitual?

O modo de administração da medicação preferido é a via inalada, tal como na DPOC. Assim consegue-se uma deposição mais eficaz do fármaco no pulmão, com doses mais baixas e evitando os efeitos secundários associados.

Os medicamentos mais usados contribuem para a dilatação dos brônquios e para diminuir a inflamação nos mesmos. A escolha do esquema terapêutico a utilizar vai depender de características individuais que cabe ao seu Médico avaliar.

Normalmente passa por medicação de manutenção ou de controlo, que deve realizar diariamente para prevenir sintomas e controlar a doença. Deve ter consigo ainda medicação de alívio, ou SOS, para realizar no caso de uma crise.

É essencial que aprenda a realizar correctamente a técnica inalatória, uma vez que o sucesso da terapêutica vai depender disto. Se o medicamento não chegar onde é necessário, continuará a ter queixas. No caso de ter dúvidas reveja os passos da técnica com o seu Médico.

Outro factor muito importante é a identificação do factor desencadeante para que possa evitá-lo, contribuindo para um melhor controlo da doença.