Broncodilatadores

Os controladores da DPOC

 

Os broncodilatadores são a base do tratamento de controlo da DPOC, mesmo sabendo que, regra geral, a via aérea destes doentes apresenta uma taxa de reversibilidade reduzida, se comparados com os doentes asmáticos. Ou seja, o seu calibre não aumenta tanto.

Apesar disto, a importância do uso destes medicamentos é fundamentada pelo conhecimento de que até valores reduzidos de dilatação brônquica traduziram-se em melhoria clinica assinalável. Sabemos que estes benefícios são ainda mais notórios em doentes mais graves.

Estes fármacos são produzidos e vendidos no formato de produto inalado, distribuído em inaladores, porque permitem uma maior e melhor deposição pulmonar.

Para que o tratamento tenha sucesso deve ser realizado o ensino da utilização dos mesmos aos doentes. Umas das principais razões na falência terapêutica deve-se a má realização da técnica necessária.

No entanto, para além destes broncodilatadores, outros fármacos podem/devem ser usados para se conseguir o controlo ideal da doença.

 

Tipos de broncodilatores

São fármacos que diminuem o tónus do músculo liso da via aérea (a parede de uma grande parte dos brônquios tem uma camada muscular importante) e ajudam a melhorar o esvaziamento de ar dos pulmões. São usados na doença estável, como tratamento de manutenção ou controlo, bem como em SOS no caso de uma exacerbação (medicação de alivio).

Combinando broncodilatadores de diferentes classes farmacológicas consegue-se melhorar a eficácia e diminuir o risco de efeitos secundários, em comparação com o aumento da dosagem de um único broncodilatador.

Estima-se que estes dois tipos de broncodilatadores possam diminuir o risco de exacerbações agudas em 15–25%.

 

Beta2-agonistas (por exemplo Salmeterol, Formoterol, Indacaterol, Salbutamol, Terbutalina, Vilanterol)

A principal ação é relaxar o músculo liso das vias aéreas, provocando broncodilatação, ajudando no alívio da dispneia (falta de ar).

Os Broncodilatadores de longa ação (o seu efeito mantém-se por mais de 12 horas) como se têm que usar apenas uma ou duas vezes por dia são mais cómodos e é menos provável que se esqueça deles. Desse modo são mais eficazes na manutenção do alívio dos sintomas do que os broncodilatadores de curta duração (duram cerca de 2-4 horas).

Efeitos Adversos: Taquicardia (Frequência cardíaca aumentada), arritmia cardíaca, palpitações ou tremor, entre outros.

 

Anticolinérgicos (por exemplo Brometo de Tiotrópio, Ipatrópio, Aclídinio, Umeclidínio, Glicopirrónio):

O outro tipo de broncodilatadores que também melhoram os sintomas e diminuem as hospitalizações. Tal como o grupo anterior, apresenta broncodilatadores de ação longa e curta.

Os estudos demonstraram que os anticolinérgicos são os broncodilatadores que mais potenciaram melhor o beneficio para a saúde respiratória em pessoas a realizar Reabilitação Respiratória.

Efeitos Adversos: Secura da boca, gosto amargo/metálico, glaucoma, entre outros.