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Cirurgia e Anestesia
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O doente com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), representa um desafio para o Anestesiologista devido às possíveis complicações intraoperatórias e pós-operatórias associadas, que podem levar a internamento hospitalar prolongado.

É também um ponto que deixa muitas dúvidas e receios em doentes com patologia pulmonar obstrutiva crónica e que vão ser submetidos a uma cirurgia.

E por isso é importante para nós poder ajudar a esclarecer as principais questões que possa ter.

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Risco Cirúrgico

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As possíveis complicações pulmonares de uma intervenção cirúrgica são um ponto importante em qualquer doente, mas nos doentes com DPOC são ainda mais preocupantes. Existem alguns factores de risco que podem potenciar a possibilidade de ocorrerem: pessoas mais velhas; baixo peso ou com obesidade; mau estado geral ou com DPOC muito grave. No entanto, é o tipo de cirurgia que mais pode influenciar o surgimento de uma complicação pulmonar – quanto mais próximo do diafragma pior.

Para evitar uma agudização da DPOC durante o procedimento, a equipa médico pode proceder a uma terapêutica farmacológica intensiva previamente à cirurgia.

Existe uma situação específica: os doentes com DPOC que vão efetuar uma Cirurgia de Redução do Volume Pulmonar, devem ser avaliados com radiografia do tórax, análises e provas de função pulmonar, para se perceber se o doente conseguirá manter níveis ventilatórios aceitáveis, após a diminuição da área total do pulmão.

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As dúvidas mais perguntadas

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Quais são os principais factores de risco para uma Anestesia num doente com DPOC?

  • Ser fumador actual
  • Outras doenças associadas (Obesidade, Apneia do Sono, Hipertensão Arterial, Diabetes Mellitus)
  • Idade (> 70 anos)
  • Intolerância ao exercício físico
  • Tipo de Cirurgia

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Terei que fazer exames especiais antes da cirurgia?

Sim, é importante classificar a gravidade da doença. Para isso, na sua Consulta de Anestesiologia pré-operatória, para além do exame físico e perguntas específicas (internamentos anteriores, frequência de exacerbações da DPOC, uso de antibiótico ou corticóides, necessidade anterior de ventilação invasiva ou não-invasiva), poderão ser marcados alguns exames complementares de diagnóstico específicos (espirometria/gasimetria) para além dos exames habituais (ECG, análises).

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O tabaco aumenta o risco de complicações com a Anestesia?

Sim, a cessação tabágica por um período superior a 8 semanas, reduz as complicações pós-operatórias, tais como pneumonia e necessidade de internamento em Unidade de Cuidados Intensivos.

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A minha cirurgia pode ser adiada por causa da DPOC?

Sim, existem sinais clínicos como febre, infecção, aumento de expectoração, dispneia ou tosse que podem provocar adiamento de cirurgia para optimização de doença.

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Posso fazer uma Anestesia Geral, tendo DPOC?

Conforme o tipo de cirurgia, existem diferentes técnicas anestésicas possíveis, dividindo-se em anestesia regional e anestesia geral. No primeiro caso, o doente fica acordado, no segundo há necessidade de intubação e ligação ao ventilador, aumentando o risco de complicações pulmonares.

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Tenho risco de ficar internado numa Unidade de Cuidados Intensivos?

Os doentes com DPOC têm maior risco do que os doentes sem DPOC.

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Devo levar o meu BiPAP/CPAP quando ficar internado?

Sim, deve levar consigo todo o seu equipamento de ventilação não-invasiva.

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Devo tomar a medicação para a DPOC até à data da cirurgia?

Sim, deve continuar a sua medicação até à data da cirurgia, a não ser que algo lhe seja dito em contrário pelo seu Anestesiologista.

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No caso de qualquer outra dúvida, questione o seu Anestesiologista durante a consulta pré-operatória ou envie um email para dpocpt@gmail.com com as suas perguntas.

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O DPOC.PT agradece a colaboração da Dra. Joana Borges Marques (Anestesiologia).