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GUIA PARA O DOENTE COM DPOC

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Por muito importantes que sejam os profissionais de saúde ou os cuidadores, o alvo fundamental na DPOC deve ser o doente. A pessoa que sofre de DPOC é quem vai ter que lidar com as consequências da doença, saber como contornar as dificuldades e os contratempos, e principalmente arranjar forças para superar este desafio, de forma a viver da melhor forma possível.

No DPOC.PT sabemos que isto é difícil e estamos solidários consigo. Apesar de estarem disponíveis vários guias ou manuais sobre a doença, consideramos que também nós podíamos contribuir para tentar melhorar e ajudá-lo a viver com a DPOC. Vamos tentar manter as coisas simples, focando e valorizando apenas os pontos essenciais para um bom controlo da doença, bem como optimizar em situações de agravamento dos seus sintomas.

Não vamos negar que, pelo menos inicialmente, poderá sofrer algum transtorno ou tristeza, no entanto, é possível ter uma vida digna e estável, se cumpridas algumas regras e o tratamento indicado pelo seu médico. Tenha espirito positivo, confiança e mantenha a esperança: isto não é o fim do mundo e é possível viver com DPOC!

Por isso, esperamos que goste e que este manual, que decidimos chamar de “É possível viver com DPOC”, seja bastante útil.

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Prevenção das Exacerbações

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Em períodos de estabilidade da DPOC, sem agravamento ou exacerbação dos sintomas habituais, sugerimos que dedique algum tempo a preparar-se para os períodos de maior agitação.

Ficam algumas sugestões:

– Organize uma lista com a medicação que toma habitualmente, que o deverá acompanhar na ida ao Serviço de Urgência e até mesmo às consultas de rotina com o seu Médico de Família ou Pneumologista que o segue. E por muito que o seu médico possa saber de medicina, não consegue decorar a cor e a forma de cada comprimido, por isso a lista com a medicação será extremamente útil, para que o médico o consiga ajudar com a máxima segurança. Se tiver alergia a um medicamento, escreva-a também!

– Anote tudo o que quer abordar com o seu médico na consulta, para que não se esqueça de dizer tudo o que sente nessa altura. Verifique sempre se precisa de renovação de medicação antes da consulta.

– Faça um registo de tudo o que ache que agrava a doença, aborde isso com o seu médico, e evite nova exposição até esclarecer esse assunto com o seu médico.

– Apesar de nem todos os doentes gostarem de falar sobre a doença com a família e os amigos, pode ser útil ter alguém próximo que esteja a par da situação.

– Peço ao seu Médico de Família ou Pneumologista em todas as consultas para lhe explicar como deve usar o inalador. Pode também pedir ao farmacêutico quando vai aviar a sua receita. Ou então veja um dos vídeos que temos disponíveis no nosso site. Nunca é demais relembrar!

– Quando indicado pelo seu médico, tome a vacina contra a gripe e as vacinas contra a pneumonia. Trata-se de uma proteção extra, muito importante em doentes com doenças crónicas.

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O Tabaco

 

Se fuma e tem DPOC, só tem uma coisa a fazer: deixar de fumar.

No entanto, a cessação tabágica deve ser feita ao seu ritmo, e claro, que depende da sua motivação. De qualquer forma, é importante que seja sincero com o seu médico, pois ele precisa de saber se ainda fuma, porque isto pode interferir com o plano terapêutico delineado para si.

Ganhe coragem para parar de fumar!

Visite o nosso site sobre a Cessação Tabágica para descobrir todas as vantagens em deixar de fumar.

Se precisar de ajuda, fale com o seu médico!

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A Alimentação e dieta na DPOC

 

Pode pensar que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas o que come pode influenciar a DPOC.

O que vamos dizer é “senso comum”, mas vamos repetir: Deve ter uma dieta mais saudável, nomeadamente, com um reforço na quantidade de fruta e vegetais.

Os estudos mostram que uma alimentação equilibrada permite-lhe ter mais energia para as suas atividades diárias, atenuando o cansaço fácil. Também a nutrição é importante, pois alguns défices nutricionais podem influenciar negativamente a forma como o organismo combate as infeções.

Algumas dicas:

– Não beba sumos ou refrigerantes. Beba água! Uma boa hidratação ajuda a fluidificar o muco, evitando ataques de tosse frequentes, bem como infeções respiratórias.

– Faça 6 refeições por dia. Não deve comer grandes quantidades em cada refeição. Um estômago cheio aumenta a pressão sobre o diafragma, que precisa de espaço para se mover para baixo e para cima, durante os movimentos respiratórios. Ao fazer refeições com grandes quantidades condiciona os movimentos deste músculo, dificultando a respiração.

– Pergunte ao seu médico qual o seu peso ideal. A obesidade é prejudicial para a saúde no global. O baixo peso também afeta a DPOC, pois existe menor capacidade muscular.

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A importância do exercício para a DPOC

 

Faça um plano semanal para a realização de exercício físico! A sua prática regular é benéfica para a respiração. Ao melhorar o estado muscular geral, torna-se mais independente, permitindo desempenhar as atividades de vida diária com menor dificuldade. Vai sentir-se menos cansado e mais confiante.

Torna-se mais ativo! E se não gostar de ginásios, opte por caminhadas ao ar livre, aulas de ioga ou mini-golfe com os amigos.

Porque não começa com alongamentos? Vai aumentar a amplitude do movimento muscular e a sua flexibilidade.

O exercício aeróbio, como caminhar ou andar de bicicleta estacionária, ajuda a melhorar a função pulmonar. Deverá fazer exercícios respiratórios para evitar a falta de ar quando caminha. Um exercício simples consiste em:

1º Inalar através do nariz, mantendo a boca fechada. Tente inalar por 2 segundos.

2º Exale devagar pelos lábios franzidos, como se estivesse a apagar um vela. Tente exalar por 4 a 6 segundos.

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Viagens e passeios num doente com DPOC

 

A DPOC não deve ser um motivo para ficar isolado em casa, sem contato com o mundo exterior. O mesmo se aplica a férias e viagens.

Planeie a sua viagem com antecedência. Fale com o seu médico dos seus receios e preocupações. Se for viajar de avião, poderá necessitar de oxigénio durante o voo. Questione o seu médico!

Se for viajar para um local com altitude mais elevada, pode sentir dificuldade a respirar. Isto é porque nestes locais existe menor concentração de oxigénio. Fale do seu destino de viagem ao seu médico!

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Dúvidas frequentes

Consulte-as aqui.

Gostava de ver outros assuntos aqui esclarecidos? Envie-nos um email para dpocpt@gmail.com

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