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Hospitalização
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A decisão de admissão hospitalar decorre da interpretação subjetiva das características clínicas, tais como a gravidade da dispneia, do grau de insuficiência respiratória, a previsão de má resposta a curto prazo, resposta pouco expressiva à terapêutica no serviço de urgência e a presença de infecção grave ou de comorbilidades agudizadas.

Existe um consenso generalizado que apoia a necessidade de hospitalização em pacientes com hipoxémia aguda grave ou hipercápnia grave. Outros fatores que caracterizam pacientes de “alto risco” incluem uma exacerbação até 7 dias antes, o uso abusivo de inaladores de alívio, uso de oxigénio em casa ou exacerbação apesar de tratamento recente de corticosteroide ou antibiótico.

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Tratamento farmacológico

  • Tratamento inalador, o padrão é salbutamol + ipratrópio.
  • Pode ser prescrito também corticóide inalado.
  • Normalmente, estes doente são internados com corticóide endovenoso.
  • A antibioterapia pode ser iniciada em pacientes que apresentam alteração nas características da expectoração(purulência e/ou volume) ou apresentam febre e alterações analíticas compatíveis com infeção.
  • Pode ser necessário oxigénio, para manter a saturação de oxigénio acima de 90%.

 

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Critérios para alta hospitalar

  • Melhoria do quadro clinico
  • Estabilidade hemodinâmica (pressão arterial, frequência respiratória e cardíaca normais)
  • Saturação de O2 >90% (com ou sem oxigénio)
  • Sem necessidade de recurso excessivo a terapêutica inalatória de curta duração (também conhecida como SOS)
  • Doente é capaz de deambular (se o fazia previamente)
  • Capaz de comer e dormir sem despertar frequente pela dispneia
  • Cerca de 24-48 horas sem terapêutica endovenosa (ou seja, apenas oral)
  • Paciente (ou cuidador) compreende o uso correto dos medicamentos
  • Consulta de seguimento (Follow-up) a curto-médio prazo.

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Consulta de seguimento

Após uma alta hospitalar, o paciente deve ser seguido a curto-médio prazo, para se confirmar uma evolução favorável e avaliar a existência ou não de complicações decorrentes desta agudização. Não existem estudos que abordem prazos específicos, mas como os pacientes com exacerbações frequentes ou que tenham necessitado de internamento nos cuidados intensivos são mais propensos a ter uma recaída, estes devem ser reavaliados a muito curto prazo.

Nesta consulta deve-se avaliar a evolução dos sintomas, se existe alguma alteração no exame objectivo, avaliar a necessidade de oxigénio (manutenção, suspensão ou prescrever de inicio), otimizar a terapêutica e fazer o ensino dos cuidados a ter (evitar tabaco, poluição, cuidados com os eventos meteorológicos etc).

Deve-se avaliar a situação vacinal e agendar a realização de uma espirometria/pletismografia a médio-prazo. Se necessário ou se o doente tiver algum fator de risco (fumador, infecções de repetição etc), pode ser pedida uma Radiografia de Tórax.