O tempo e DPOC

As estações do ano afetam a doença?

 

É perfeitamente normal que sinta que há uma estação do ano onde o peso da doença se faz mais sentir, nomeadamente, com um maior número de exacerbações ou simplesmente em que repara que os sintomas são mais frequentes e mais incomodativos. De facto, e apesar de que a sensibilidade de cada doente aos eventos meteorológicos varia de pessoa para pessoa, os extremos da temperatura (muito calor ou muito frio) são os períodos que podem causar mais desconforto a doentes com DPOC.

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Temperaturas mais altas e DPOC

Com o aumento da humidade do meio ambiente durante os meses mais quentes, o ar que vai inspirar está mais denso, o que vai provocar maior resistência à sua passagem nas vias respiratórias, uma vez que por normas elas já têm algum grau de obstrução, provocando a tão conhecida sensação de falta de ar. O ar quente pode ainda provocar contração das camadas musculares das vias aéreas, condicionando broncospasmo e a sensação de pieira.

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Temperaturas mais baixas e DPOC

Vários estudos demonstraram que as temperaturas mais baixas estavam associadas ao aumento das exacerbações e das hospitalizações devido a DPOC. Estes resultados são mais claros se o frio se mantiver por vários dias seguidos e afeta principalmente doentes idosos ou os que não cumprem a medicação corretamente.

Assim como acontece nos meses de verão, a temperatura do ar no inverno também pode afetar os sintomas da DPOC. O ar frio e os ventos fortes podem fazer aparecer ou agravar os sintomas da DPOC, incluindo a falta de ar, a tosse e a expectoração.

A época gripal, que ocorre durante quando a temperatura é mais baixa (pois o frio facilita as infeções virais) pode ser muito perigosa para pacientes com DPOC, sendo uma causa importante de exacerbação.