O papel da vacinação

Proteja-se de virus e bactérias

A vacinação contra os organismos que são responsáveis pela gripe e pela infeção respiratória pneumocócica é essencial e um dos fatores mais importantes para evitar uma agudização dos seus sintomas e um agravamento do seu estado de saúde. Infelizmente, nem toda a gente sabe disto e outros recusam mesmo a sua toma.

Existem dois tipos de vacinação recomendadas para os doentes com DPOC: a vacina antigripal e a contra agentes pneumocócicos. Ao receber a vacina, o nosso organismo fica capacitado para reconhecer mais rapidamente o inimigo desenvolvendo as respostas necessárias. Isto é importante porque a imunidade natural do ser humano não está preparada para atuar contra todos os riscos possíveis e, por isso, pode necessitar de uma ajuda para vencer esta batalha.

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Vacinação Antigripal

 

A famosa vacina contra a gripe inclui a proteção contra estirpes do vírus Influenza, e a sua constituição é revista anualmente para se adaptar aos vírus mais comuns no nosso país e que estiveram em circulação no ano anterior. Por isso, deve ser tomada todos os anos, preferencialmente entre Setembro e Dezembro, em Portugal, para conferir uma proteção adequada.

Se tem mais de 65 anos, ou certas doenças crónicas, tem direito a tomar a vacina gratuitamente no seu centro de saúde, pelo que na próxima consulta fale com o seu médico de família e tire as suas dúvidas.

 

Como se trata de uma vacina com vírus inativado não produz uma infeção na pessoa que a toma. No entanto, é normal que sinta febre ou tenha inflamação no local da picada durante 1 ou 2 dias após a toma da vacina. É importante que todos percebam que os benefícios superam largamente estes pequenos efeitos adversos, que a vacina é bastante segura e que não há nenhuma razão para ter medo.

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Vacinação Antipneumocócica

 

A vacinação contra a bactéria Streptococus pneumoniae, um dos principais agentes provocadores de infeção respiratória, não faz parte do Plano Nacional de Vacinação e a sua aquisição pode ser um pouco dispendiosa. No entanto, os estudos em pessoa vacinadas mostraram que foi responsável uma grande diminuição dos episódios infecciosos provocados por este agente.

É considerada uma vacina segura, mas existem alguns cuidados, por exemplo, não se deve administrar a vacina se a pessoa tiver febre, uma infeção ou nas agudizações de doenças crónicas. Se teve uma pneumonia no passado não se preocupe, isto não contra-indica a toma da vacina.

A vacina é administrada idealmente por via intramuscular. Em muitos doentes, basta uma única dose, podendo haver lugar a uma revacinação cinco anos depois, se a primeira toma tiver sido antes dos 65 anos de idade.

 

Por vezes pode aparecer uma discreta reação inflamatória no local da injeção, que desaparece em 1-2 dias. Pode ainda levar a febrícula ou outros sintomas como dor de cabeça, cansaço, gânglios aumentados, dores musculares generalizadas ou outros, mas sem grande consequência para a sua saúde. A vacina pode ser administrada a mulheres que amamentem, mas não existem estudos realizados em mulheres grávidas, pelo que atualmente não se recomenda a sua toma.

Existem 2 vacinas disponíveis atualmente: A PNEUMO23® e a PREVENAR®. As duas podem ser administradas no mesmo doente, mas não pode ser no mesmo dia, existindo intervalos definidos para as suas tomas.

Esclareça com o seu médico as suas dúvidas e siga este conselho: vacine-se!