Prognóstico

A importância de perspectivar o futuro

A DPOC é uma doença ainda sem cura, crónica, mas que na maioria dos casos pode ser controlada, conseguindo-se atrasar a sua evolução e a pessoa continua a viver a sua vida, apesar de terem a doença. Para outras pessoas a trajetória do percurso da doença infelizmente desenha um declínio acentuado do seu estado geral, associado a um aumento progressivo das suas queixas e do número de exacerbações, o que só por si é um fator de risco para um agravamento ainda mais exuberante da função pulmonar do doente.

Todas as doenças têm um prognóstico e este pode ser bom ou mau. Quando lhe dizem que que o prognóstico é bom isso quer dizer que é possível prever que consiga manter uma qualidade de vida boa ou satisfatória, não se espera que exista um agravamento súbito da doença e que a estimativa de sobrevivência seja igual ou próxima do normal para a sua idade e restante situação clinica. Por outro lado, uma pessoa com prognóstico mais reservado provavelmente sentirá um maior impacto na sua vida, sendo previsível que a situação possa piorar a curto-médio prazo e existe maior possibilidade de que a DPOC seja a razão para o final da sua vida.

VEF1 ou FEV1 – Volume expiratório forçado num segundo

Em Medicina, o prognóstico constitui um juízo prévio e antecipado, que é elaborado a partir da análise clínica do doente por parte do médico e com apoio dos exames complementares de diagnóstico, acerca da duração, da evolução e do eventual desfecho (falecimento do doente) provocado diretamente ou indiretamente pela doença. Estas informações permitem tomar decisões importantes sobre o beneficio e as indicações de cada tratamento e determinar o melhor caminho para que consiga alcançar a melhor qualidade de vida possível.

Na DPOC existem vários fatores de mau prognóstico conhecidos. Entre eles encontra-se o agravamento continuo e/ou drástico da função pulmonar ou então um valor de FEV1 muito reduzido, apresentar vários episódios de agudizações no último ano, principalmente se tiver havido necessidade de internamento hospitalar ou necessidade de recurso a ventilação mecânica invasiva (Unidade de Cuidados Intensivos) por uma insuficiência respiratória muito grave ou a presença de várias comorbilidades como o cancro do pulmão, doença cardiovascular acentuada, entre outras. Outros parâmetros, como o resultado do exame da Prova da Marcha também são utilizados para determinar o prognóstico da doença.