Reaprender a comer

A importância de uma boa alimentação 

É através da alimentação que o organismo obtém uma parte importante da energia que o corpo precisa para realizar todas as atividades, incluindo a respiração.  Durante o metabolismo, os nutrientes e o oxigénio, entre outros, são transformados em dióxido de carbono e energia, que será utilizada nas diversas atividades essenciais ao corpo humano. Por vários motivos, respirar é mais difícil para quem tem DPOC, pelo que será preciso mais energia para realizar o mesmo trabalho.

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Muitos dos doentes com DPOC, principalmente os com doença mais grave, têm um peso inferior ao desejado e/ou menor força muscular. Isto deve-se, em grande parte, ao estado inflamatório típico da doença, que aumenta o catabolismo basal, consumindo as reservas que o corpo humano guarda, incluindo as proteínas, que são a base dos músculos.

O objetivo do aconselhamento nutricional é o de garantir que se consegue produzir a energia adequada para minimizar o risco de perda de peso indesejado, evitar a perda de massa livre de gordura (FFM), prevenir a desnutrição e, indiretamente, melhorar a função pulmonar.A perda de peso e da FFM podem afetar a respiração, reduzindo a força e a função dos músculos respiratórios e todos os outros, traduzindo-se em menor eficiência funcional.

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Não menos importante, um IMC baixo está associado a um prognóstico menos favorável; portanto, os doentes devem manter um balanço energético adequado, tendo em conta o aumento das suas necessidades calóricas. Para isso, é importante que saiba o seu peso ideal e quantas calorias deve ingerir por dia.

Como parte de um plano terapêutico de sucesso na DPOC, a avaliação e o enquadramento nutricional devem ser realizados e regularmente adaptados, de acordo com a evolução apresentada. O aconselhamento e um plano nutricional individualizado é muito importante no tratamento de pessoas com DPOC, mostrando-se fundamental na evolução do quadro geral e na melhoria da qualidade de vida.