Viajar sem stress

Quase todas as pessoas gostam de ir de férias, viajar, conhecer culturas novas ou então ir para uma praia paradisíaca e nadar num mar quente com águas transparentes. Ou simplesmente ir uma ou duas semanas para o Algarve com a família no verão. Estes momentos são importantes para nos sentirmos felizes, descansar, divertir um pouco, para recarregar forças para retomar o trabalho ou continuar a viver a rotina habitual.

A falta de ar é uma característica típica da maioria dos doentes com DPOC, e por vezes é tão grave que afasta qualquer pensamento de viagem ou férias da cabeça de quem tem a doença. Esta relutância torna-o mais triste, depressivo e sem confiança para viver o dia a dia, por isso, siga os nossos conselhos para começar a preparar as suas próximas férias, para que tudo corra bem e não deixe de aproveitar as coisas boas da vida.

Para começar, deve levar sempre consigo a medicação e certifique-se que não vai faltar a meio do período que vai estar ausente – pode não encontrar facilmente uma farmácia ou um médico para prescrever o medicamento. Se vai viajar de avião e tenciona deixa-la na mala do porão, previna-se para um dos maiores pesadelos de quem viaja – o infeliz acaso de que a mala fique perdida ou que vá ter a Paris quando o seu destino é Milão.

Não vai acontecer nada, mas uma pessoa com DPOC não deixa de ter uma probabilidade maior de necessitar de recorrer ao hospital, por isso, o DPOC.PT aconselha-o a investir num seguro de saúde, principalmente se o destino estiver localizado fora da União Europeia. Isto é especialmente importante em países menos desenvolvidos como Brasil ou os das Caraíbas, onde uma ida ao médico privado custa uma fortuna!

Seja a viagem realizada num avião, no comboio ou no seu carro, leve sempre muita água consigo principalmente se estiver muito calor. Evite as bebidas açucaradas ou alcoólicas pois estas não o vão hidratar.

Ao chegar ao seu destino também existem alguns conselhos para que as suas férias sejam fantásticas. O fumo é um inimigo de todos que têm DPOC por isso evite restaurantes em que não exista zona para não fumadores ou que tenham fumos provenientes da cozinha mal arejados. Escolha também um hotel ou habitação que tenham elevador, para evitar o cansaço desnecessário de subir vários lanços de escadas.

 

Viajar de carro

Se está a pensar fazer uma roadtrip pelo país e já está em pânico ou então se fica assustado com a perspectiva de uma viagem de 1 ou 2 horas leia com atenção as próximas linhas. Para começar mantenha os vidros para cima sempre que existir grande concentração de carros ou em zonas muito poluídas. Os fumos dos carros ou das fábricas não vão contribuir para uma viagem descansada. Obviamente que ninguém pode fumar dentro do carro (e fora também não, mas pronto…), por isso, se viajar com fumadores, planeiem pausas para que eles possam praticar esse vicio longe da sua vista e dos seus pulmões. Programe também várias pausas ou pare sempre que se sentir cansado e prefira viajar em horas com menos calor. Se precisa de oxigénio use-o.

 

Viajar de avião

Uma viagem de avião é perfeitamente segura para 99,9% das pessoas, mas para quem tem DPOC existe um risco um pouco maior, principalmente porque existe uma diminuição na concentração de oxigénio a elevadas altitudes. E o que isto quer dizer? Em algumas das pessoas que têm a doença é necessário que se calcule e decida se é necessário prescrever oxigénio extra durante a viagem, mesmo que não precisem no dia-a-dia. Isto é uma tarefa para o seu médico, por isso, discuta com ele o seu plano e, caso o profissional de saúde decida que é preciso, trate de toda a burocracia com calma.

Caso faça oxigénio em casa, ou na situação que referi no parágrafo anterior, isso não é impeditivo de fazer uma viagem de avião. Primeiro escolha a companhia que apresenta melhores condições – para isso verifique no nosso site o que cada companhia necessita para que possa transportar ou pedir oxigénio a bordo. Não se esqueça que no terminal as companhias aéreas não fornecem este serviço, pelo que se tiver dúvidas é melhor contactar os aeroportos do local de origem e do destino.  Por esta limitação aconselhamos que escolha sempre um voo direto em vez de um com uma ou mais escalas.

Se vai transportar o seu aparelho não se esqueça de trazer baterias suficientes para que não tenha nenhum imprevisto. Chegue cedo ao aeroporto uma vez que algumas companhias exigem que os passageiros com requisitos especiais, tais como levar oxigénio no avião, façam check in e embarque antecipado.

Se for uma viagem longa, por exemplo se for conhecer as belas praias brasileiras ou a Big Apple nos Estados Unidos, faça pequenas pausas no sono ou no filme e dê umas voltas ao longo do avião para impedir a formação de trombos venosos que podem trazer muitas complicações. Este conselho não se aplica a pessoas que façam oxigénio em casa, mesmo que não precisem no avião. Uma vez que alguns estudos demonstraram que andar ao longo do corredor do avião provocava diminuição no valor do sangue – não estamos a dizer que não pode ir à casa de banho, mas deve evitar estar sempre a levantar-se.

Por fim, as pessoas com enfisema podem ter um risco maior de pneumotórax, ou seja, rompimento de uma dessas bolhas em que o ar fica acumulado na pleura, conforme já explicámos neste site.

 

Conselhos para transportar o aparelho de oxigénio

Transportar estes aparelhos de um sitio para o outro é muito simples, mas não se esqueça que são tecnologias complexas e caras que merecem algum cuidado e atenção. Deve levar o aparelho sempre na sua posição habitual, uma vez que se ficarem deitados ou de lado pode danificar.

Algumas companhias aéreas permitem que leve o aparelho consigo, enquanto outras só no porão. Em casos raros não é permitido de forma alguma o transporte ou então fornecem serviços de aluguer desses aparelhos.

Mais informação sobre este assunto deve estar disponível na página da sua companhia aérea.